domingo, 21 de outubro de 2012

SEM SENTIDO

SEM SENTIDO


Pelas noites sem sono, sem sentido,
Pelos desejos que negaste, rindo...
Pela boca mordaz, me destruindo,
Simples fato: jamais me deste ouvido...

Pelo que me fizeste, divertido
Achar que nunca iria ver saindo
De minha alma queixumes. Vou abrindo
Meu peito, vagabundo e corroído!

Agradecendo a vida que negaste,
Ilusão que, vencendo, enfim, mataste;
Não deixando senão tanta tristeza...

Agradeço a carpida noite fria,
Foste mestra, vencida a dor na orgia
Criaste sem querer, a fortaleza...

MARCOS LOURES

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