quinta-feira, 25 de outubro de 2012

É TARDE

É tarde


É tarde… não porque é noite
É tarde porque passou da hora do almoço
Passou o cheiro de feijão fresco na minha panela
E já acabou a sensação de arroz quente estalando

É tarde porque sinto os dias mais preguiçosos
Colher a bater na chávena gelada
Sorvete de abacaxi
Doce sabor de tardes quentes de verão

É tarde... mas não o suficiente para ouvir Enigma
Mas aqui estou
Com sabor de sorvete
Com aroma de comida fresca
Com aparência de preguiça
Com som enigmático tocando


Nisa Benthon

A tarde se faz tarde, tardia mente
Que mente sempre e traz sonhos tardios,
O som que se repete diz da mente
E toca os sentimentos, entes, fios.

E cabe ser cruel? Infelizmente
Derrama a poesia em desafios,
De tantos desafetos, tola, a mente,
Acende fogaréus, queima pavios...

New age, coração busca respostas
Enigmas decifrados, novas eras,
Enquanto em poesias tu temperas

Vagando pelo espaço, vão expostas
As velhas e profícuas primaveras,
A fonte dos verões que ainda esperas...

MARCOS LOURES

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