CANTANDO O AMOR
Eu simplesmente canto as ilusões,
Que embora não pertençam ao poeta,
Formando esta cantiga predileta,
Adentram sem defesa as emoções.
Sabendo dos estorvos e trovões
Que tomam nossa vida. A alma discreta
Buscando a placidez, muda de meta,
E segue com prazer as multidões...
Não posso mais falar da dor que trago,
Desejo da alegria algum afago,
Que mesmo sendo enfim, tolo e ilusório.
Acalme a tempestade que me toma,
Ao ver que se aproxima esta redoma,
Que enfim redundará no meu velório...
MARCOS LOURES
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