ANOITECER
O fim da tarde traz angústia e medo,
A ausência de quem foi e não voltou.
E quando enfim percebo este degredo
Concebo que o vazio me restou.
Neblina escurecendo o céu mais cedo,
O tempo – inevitável- já passou,
E a vida vai mantendo o mesmo enredo,
Segredo que o passado confessou.
E quando em infeliz ansiedade,
Procuro algum sinal pela cidade,
Apenas encontrando os ermos vãos...
Saída? Não as vejo há tantos anos,
Dos velhos labirintos, desenganos,
Vazias, retornando minhas mãos.
MARCOS LOURES
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